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Ele há dias...

... em que me apetece dizer disparates e escrever o que me vem à cabeça, sem me preocupar em ser politicamente correcta. Este espaço vai servir para isso (pelo menos não gasto papel!).

Ele há dias...

... em que me apetece dizer disparates e escrever o que me vem à cabeça, sem me preocupar em ser politicamente correcta. Este espaço vai servir para isso (pelo menos não gasto papel!).

16
Jun24

A arte de ser feliz

Mäyjo

Considero-me uma aprendiza da arte mais difícil de aprender na vida: a arte de ser feliz, mas algumas figuras do passado, como Horácio (o poeta romano), têm dado um contributo valioso para essa aprendizagem.

Ao longo da minha vida deparei-me com coisas difíceis de aprender, mas nenhuma se revelou ser mais difícil do que ser feliz. Os escritos de Horácio têm-me ajudado a perceber as armadilhas em que tive sempre propensão para cair.

A primeira de todas (e que condiciona a felicidade de tantas pessoas) é compararmo-nos com os outros e com a vida afortunada que lhes conferimos. Sim, porque afinal que garantias temos de que os outros sejam tão felizes como imaginamos?

Seja em que situação for, temos sempre tendência para achar que os outros são sempre mais privilegiados. Muitas vezes me perguntei o que fiz de errado para não ter conseguido determinadas coisas… e, nesses exames de consciência masoquistas, consegui identificar os erros todos no meu passado que levaram a “esses fracassos da minha parte”. Porém, a própria premissa desse procedimento está errada, pois de acordo com Horácio: «A verdade é que cada um deve medir-se pela sua própria medida» (Epístolas 1.7.98).

Porque não são as “conquistas” que determinam a felicidade, pois «Aqueles que atravessam as ondas mudam de clima - não de disposição» (Epístolas 1.11.27). Hoje tenho a certeza de ser tão feliz com o que alcancei como teria sido se tivesse seguido um rumo diferente. Sem prejuízo do valor que atribuo ao que alcancei, sei que não é o contexto em que desenvolvo o meu dia a dia que determina a minha felicidade, mas o modo como vivo interiormente esse dia a dia. O facto de sentir uma paixão cada vez maior pela vida e por viver plenamente tudo o que me é permitido, é em si mesmo, um privilégio. Consumirmo-nos com coisas em que não acreditamos é que se presume, de facto, esgotante. «Maça-nos a canseira de não fazermos nada de jeito» (Epístolas 1.11.28).

Quando era mais nova, não ter uma casa luxuosa ou um carro topo de gama era mais um item que eu adicionava à lista das minhas insatisfações. Hoje alcanço o quanto Horácio tem razão: «Com barcos e carros procuramos sentirmo-nos bem. Mas o que procuras está aqui» (Epístolas 1.11.28-29).

«Àquele, a quem agrada a sorte de outrem, a própria sorte desagrada. Cada um está a ser estúpido; e responsabiliza, sem razão, o lugar onde está. A mente é que tem culpa – ela que nunca pode fugir de si mesma» (Epístolas 1.14.11-13).

Obviamente esta filosofia só faz sentido na vida daqueles que não estão sujeitos a contextos penosos. Já mais ajudará quem está a viver no meio de uma guerra, não ajuda quem tem condições de trabalho comparáveis à escravatura, nem quem está sequestrado num relacionamento tóxico. Nestas circunstâncias não faz sentido dizer «O que procuras está aqui».

Horácio viveu também a experiência da guerra, da pobreza e das dificuldades pessoais, pois era filho de um ex-escravo. O facto de mais tarde ter convivido com pessoas do topo da sociedade romana não apagou certamente as feridas psicológicas que ele carregava. Mas há uma grande verdade nesta sua frase: «Não é aos ricos somente que cabem as alegrias» (Epístolas 1.17.9). A valorização do momento presente é o facto que mais felicidade pode proporcionar: «O que está presente, lembra-te de organizar, sereno; as restantes coisas ao modo de um rio são levadas» (Odes 3.29.32-34).

Olhar para a frente (seja com receio ou entusiasmo) não traz qualquer vantagem: «Prudente, o desfecho do tempo futuro em noite obscura o deus esconde» (Odes 3.29.29-30).

E para terminar, duas citações para pensar uma vida inteira:

«Aquele dono de si e feliz viverá, a quem for lícito no fim do dia ter dito: "Vivi. Amanhã, que com negra nuvem o Pai cubra o céu ou com sol puro. Porém, anulado não fará o que está para trás; nem alterará ou trará de volta, anulado, o que, uma vez, a hora fugidia trouxe".» (Odes 3.29.41-48)

«Que eu tenha o que tenho agora ou até menos; e que eu viva para mim o que resta da minha vida, se os deuses quiserem que algo reste. Que eu tenha boa quantidade de livros e de comida guardada para um ano; e que eu não vacile ao sabor da esperança de cada momento duvidoso. É suficiente orar que Júpiter (ele que põe e tira) me dê vida, me dê meios; eu darei a mim mesmo uma mente serena.» (Epístolas 1.18.107-112)

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02
Jun24

Luxos

Mäyjo

Hoje gostava de compartilhar uma lista de 21 verdadeiros luxos – alguns são coisas palpáveis e outros são tudo menos tangíveis e só podem ser experimentados.

O ponto em comum que cada um dos itens tem é que, para apreciar as riquezas quando somos presenteados com elas, devemos estar atentos à jornada que as trouxe para nossas vidas. Uma lição tão simples e uma das principais chaves para viver uma vida simplesmente luxuosa.

Vamos lá...

 

Verdadeiro luxo. . .

  • ... não acontece por acaso.
  • ... é uma noite de sono repousante, profunda e ininterrupta.
  • ... é ter a capacidade de pensar por si mesmo e ter a força para fazê-lo.
  • ... é ter alguns dias de folga por semana e férias durante o ano para fazer o que quiser.
  • ... é estar aconchegado perto de uma lareira crepitante com um chocolate quente.
  • ... é ter um corpo e uma mente saudáveis​.
  • ... é ter a sabedoria de respeitar que nada é garantido.
  • ... são roupas feitas por medida.
  • ... é ter tempo para desligar a tecnologia.
  • ... é ter menos itens, mas melhores.
  • ... é ter-se tornado o mestre dos seus pensamentos.
  • ... é entender a diferença entre necessidade e desejo e ter disciplina para aceitar a diferença.
  • ... é ter controle sobre as emoções e não permitir que outros as dominem.
  • ... é encontrar a paixão na vida e descobrir como integrar essas paixões na vida cotidiana.
  • ... é ar puro.
  • ... é desfrutado sem necessidade de aprovação e aplausos, mas apenas de autossatisfação e realização.
  • ... é ter a oportunidade de ler algo novo todos os dias.
  • ... é sentirmo-nos confortáveis na nossa própria pele.
  • ... não é ter as “coisas” mais recentes e elogiadas do mercado, mas ter o que nos permite viver uma vida melhor e mais gratificante.
  • ... é ver a vida como um belo presente e uma aventura e recusarmo-nos a viver a vida de outra pessoa.
  • ... leva tempo para se concretizar

 

Todos nós temos o desejo inato de criar uma vida melhor para nós próprios. E embora nem sempre saibamos como fazê-lo, quando nos sentimos confortáveis desejamos permanecer assim ou queremos descobrir como conseguir esse sentimento específico. Como disse Coco Chanel “O luxo deve ser confortável, caso contrário não é luxo”. E se comprarmos coisas em excesso “por engano”, não estaremos tornando nossas vidas mais confortáveis, mas sim trazendo mais stress para as nossas vidas. Portanto, é fundamental que vivamos conscientemente, tomemos decisões com base em julgamentos sólidos e no que é melhor para a vida que queremos viver e não para a vida que os outros querem que vivamos. Porque se escolhermos ouvir o que as nossas vidas estão a tentar dizer-nos, sobre o que funciona, o que não funciona e porquê, iremos perceber que estamos a viver luxuosamente todos os dias.

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22
Abr24

Desacelerar...

Mäyjo

A contemplação diária da vida é uma raiz para o bem-estar, para a cura e para a realização. É ao desacelerar que reunimos significado e propósito. Se estivermos com pressa, não podemos ver. Se não conseguirmos ver, vamos bater nas coisas. Incluindo decisões erradas!

Respirar.

Pausar.

Contemplar.

Reunir significado.

Bem-vindo a uma vida linda!!

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02
Abr24

Filho é barco e mãe é cais

Mäyjo

Houve dias em que te viraste para mim e disseste: "Tá mãe", "Já vou mãe", "Ahhh mãe"...

E eu?! Eu lembrei-me de todas as vezes em que repetiste, como se fosse um mantra: "mãeee, mãeee…" e que sorriste, no meio das lágrimas, porque eu apareci, em resposta à tua chamada. ⠀⠀

Houve dias em que ficaste fulo, porque eu não te deixei fazer alguma coisa; foste para o teu quarto e ficaste amuado comigo uma tarde inteira...

E eu?! Eu lembrei-me de todas as vezes em que não quiseste separar-te de mim, nem por cinco minutos, para eu ir à casa de banho.

Houve dias em que pediste para dormir na casa de um amigo, para passar férias com amigos, para viajar com os colegas da escola...

E eu?! Eu lembrei-me de todas as noites em que o teu porto-seguro, a única razão do teu sono tranquilo, era eu.

O tempo passou... E “andas” sozinho.

Decidiste “voar”, mas não esqueças que, de vez em quando, vais cair e machucar-te num lugar onde "um beijinho" meu, não vai fazer passar.

E eu?! Eu vou pedir para o tempo voltar, para estar no teu lugar, para ser, de novo, a tua paz. Mas, não vai acontecer!!

Então, eu vou chorar. Por ti, e contigo, se for preciso!

Vou estar lá, a segurar a tua mão, mesmo que só com o meu coração.

Vou esperar, com o amor mais paciente, que voltes para mim, no teu tempo…

Porque os filhos vão, mas eles voltam sempre! ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Filho é barco…

Mãe é cais!

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29
Fev24

Mudanças

Mäyjo

Ao atingir idades mais avançadas surgem-nos questões, como por exemplo que mudanças surgem na nossa vida. Já não sei onde, nem quando, apareceram-me estas linhas, escritas por alguém que já ultrapassou os 60 anos, que poderão ser um bom ponto de partida para uma reflexão sobre o assunto.

“1) Depois de amar meus pais, meus irmãos, meu marido, meus filhos, meus amigos, agora comecei a me amar.

2) Acabei de perceber que não sou "Atlas". O mundo não repousa sobre os meus ombros.

3) Agora parei de negociar com vendedores de frutas e verduras. Afinal, alguns centavos a mais não vão abrir um buraco no meu bolso, mas podem ajudar o pobre homem a economizar para as taxas escolares dos filhos.

4) Pago o taxista sem esperar o troco. O dinheiro extra pode trazer um sorriso ao seu rosto. Afinal, ele está trabalhando muito mais duro do que eu.

5) Parei de dizer aos mais velhos que já contaram essa história muitas vezes. Afinal, a história os faz percorrer o caminho da memória e reviver o passado.

6) Aprendi a não corrigir as pessoas, mesmo quando sei que estão erradas. Afinal, a responsabilidade de tornar todos perfeitos não é minha. A paz é mais preciosa do que a perfeição. (Se a pessoa vive numa bolha, deixa... não rebente a bolha)

7) Dou elogios de forma livre e generosa. Afinal, melhora o humor não só do destinatário, mas também o meu.

8) Aprendi a não ser incomodada por alguma mancha na minha camisa. Afinal, a personalidade fala mais alto do que as aparências.

9) Eu fico longe de pessoas que não me valorizam. Eles podem não saber meu valor, mas eu sei.

10) Fico calma quando alguém faz jogo sujo para ficar à minha frente na corrida dos ratos. Afinal, não sou um rato e também não estou em nenhuma corrida.

11) Estou aprendendo a não ter vergonha de minhas emoções. Afinal, são as minhas emoções que me tornam humano.

12) Aprendi que é melhor abandonar o ego do que romper um relacionamento. Afinal, meu ego vai me manter distante, enquanto com relacionamentos eu nunca estarei sozinho.

13) Aprendi a viver cada dia como se fosse o último. Afinal, pode ser o último.

14) Estou fazendo o que me deixa feliz. Afinal, sou responsável pela minha felicidade e devo isso a mim mesma."

 

Depois de ler isto coloca-se uma questão: Afinal, porque temos de esperar tanto? Porque não podemos pôr em prática isso em qualquer fase da vida?

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05
Dez23

Sonhos...

Mäyjo

Tenho sonhos como toda a gente e luto por eles, sei que nem sempre correspondem ao esperado pelos outros... mas são meus! Posso não chegar a concretizá-los, mas sou grata por viver e por poder sonhar!

Tal como a Rute, “A mãe do meu filho tem asas”, eu “Penso com o coração, ajo pela emoção e venço pelo amor. Vivo milhões de emoções num só dia e transmito cada uma delas num único olhar.”

Todos os dias abraço a vida!

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29
Jul23

a filosofia da purga

Mäyjo

Há alturas das nossas vidas em que temos de tomar uma purga para fazermos uma limpeza completa.

Estás triste, chora! Chora até terminares num abraço amoroso e de conforto a ti mesm@!

Estás com raiva: grita, parte um prato, dá um murro numa almofada!

Estás a sentir solidão: entra nesse vazio, procura e abraç@ a tua criança interior e proporciona-lhe a tua companhi@!

Estás com medo: lembra-te que o pacote do medo traz coragem dentro! Usa-a!

Estás insegur@, pede ajuda ao Céu e confia na força recebida!

Estás no papel da vítima, acaba com isso! A vida continua e cabe-te a ti ser forte e seguir de cabeça erguida!

Ou seja, e resumida toda a filosofia da "purga", sejamos verdadeiros e transparentes com o que quer que se está a passar connosco... Muitas vezes nem temos de fazer nada, mas apenas permitir que a Vid@ faça o seu trabalho. Se não vejamos, quando tomamos um antibiótico não ficamos em stress à espera da cura, certo? Quando o tomamos, confiamos naquele comprimido, relaxamos e esperamos que ele faça efeito, certo?

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07
Jun23

A vida...

Mäyjo

A vida é tecida com os fios disponíveis de cada agora. 
De cada respiro. De cada ação.
De cada acontecimento. De cada sabor.
É essa tecelã que olha para você neste instante e me olha também.
O que ainda não veio, quem sabe? Eu não sei.
Sabor é o presente.
Saber é quando a gente desembrulha.
__________________
Ana Jácomo 

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10
Abr23

Não me importa…

Mäyjo

Não me importa aquilo que digam: eu gosto de mimos, flores, balões, sorrisos.

Quero vibrar com a felicidade dos outros e senti-la como minha.

Quero ajudar quem mais precisa, aqueles que têm os sonhos mais simples, mas mais importantes.
Eu não quero só existir, quero viver e perceber que o melhor está para vir se eu própria me abrir a essa possibilidade!
É que, sabem, valorizar a vida não custa, mas perdê-la com a noção que complicamos demais ou não a valorizámos tanto como devíamos é um horror.
Aproveitem o hoje, sorriam que é grátis!

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