Nestes dias a saudade tem vivido dentro de mim. Às vezes nem sei bem do quê nem de quem...
Tenho "saudades do futuro" e nunca, como hoje, essa expressão fez tanto sentido.
Tenho saudades do futuro que virá depois destes tempos de tempestade. E quando me refiro a tempestade não é só ao período de quarentena a que estamos sujeitos. A tempestade ainda agora começou a levantar os primeiros ventos... e que já fizeram tombar algumas árvores.
Vai doer... A todos!
Estaremos preparados?
Nunca estamos... por muitas prudências que tenhamos – o inesperado vem naquelas letras miudinhas que estão nos contratos, que ninguém lê e que assinamos às cegas.
Onde iremos, então buscar forças?
A nós! Só dentro de nós existe a força para ultrapassarmos o que aí vem.
Tenho fé que a serenidade que se seguirá irá deixar saudades... as tais saudades de futuro.
Nessa altura, como sobrevivente, vou agarrar com as duas mãos tudo o que me der força. Tudo o que me deixar feliz. E não vou deixar para depois tudo aquilo que tenho para fazer ou dizer.
Haja saúde para isso! O resto vem por acréscimo.
Por agora, a vida neste ano de 2020 está suspensa...
Suspensa num baloiço onde o equilíbrio provoca vertigens!
Não vou cancelar o ano de 2020, porque o quero viver com tudo aquilo que mereço e a que tenho direito.
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