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Ele há dias...

... em que me apetece dizer disparates e escrever o que me vem à cabeça, sem me preocupar em ser politicamente correcta. Este espaço vai servir para isso (pelo menos não gasto papel!).

Ele há dias...

... em que me apetece dizer disparates e escrever o que me vem à cabeça, sem me preocupar em ser politicamente correcta. Este espaço vai servir para isso (pelo menos não gasto papel!).

05
Fev26

Carta para mim...

Mäyjo

Esta é mais uma carta para mim... pois às vezes tenho "memória curta" e esqueço-me dos conselhos que tantas vezes digo!

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Não te culpes pelo que já não tens. Tudo o que parte cumpre o seu tempo.
Responsabiliza-te apenas pelo que ainda podes construir.

Não desistas de ti — és o teu próprio ponto de partida e de chegada.
Não desperdices tempo com quem não faz nada para te merecer.

Não te prendas ao que perdeste. O que é verdadeiro, permanece e, no final, talvez não tenhas perdido nada.
Não aceites menos do que aquilo que sabes merecer.

Não recuses novas oportunidades só porque teimas nas antigas. O novo só se revela quando deixas de insistir no que já terminou.
Esquece quem te magoou; perdoar é libertar-se.
Deixa ir quem partiu — a ausência também ensina.

Não chores por quem apenas te causa lágrimas.
Não ames a ideia do que poderias ser; ama a verdade do que já és.

Lembra-te de quem nunca se esquece de ti.
Esquece quem te esqueceu — o esquecimento também é uma resposta.

Sê uma boa pessoa, mas sem ingenuidade.
Não peças amor — a afeição genuína não se mendiga.
Exige apenas honestidade.

Não esperes por quem teve pressa em partir,
nem por quem não sabe se quer ficar.

Não permaneças onde és magoado todos os dias.
Não te reduzas para caber no pequeno espaço que alguém te oferece.

Não dês mais oportunidades a quem nunca soube valorizá-las.
Não aceites pouco, quando sabes que há mais.
Proíbe-te de ser o teu próprio obstáculo.

Se já não te traz alegria, deixa ir.
Se já não encontras razão para ficar, isso é razão suficiente para partir.

Não dês atenção a quem te julga por reflexo das suas próprias falhas.
Faz-te ouvir — o silêncio pode ser digno, mas não deve ser prisão.

Não acumules riqueza. Acumula recordações.
A felicidade não mora na duração, mas na presença.

Por mais infeliz que tenhas sido, ainda estás a tempo de ser feliz — agora.
Não invistas em prolongar o tempo. Investe em viver o momento.

 

27
Dez25

Encerrar o ano: aceitar, soltar e seguir com leveza

Mäyjo

As datas festivas trazem consigo emoções intensas. Misturam alegrias e tristezas, encontros e ausências. São dias que nos confrontam com o que vivemos: as conquistas alcançadas, as perdas que enfrentámos, os desafios que nos transformaram e as lições que ainda estamos a integrar.

Neste momento de transição, reflito sobre o processo de encerrar o ano. Procuro fazê-lo de forma mais consciente, com intenção e aceitação, para receber o que aí vem com um coração mais leve e aberto.

Todos nós, em algum momento, enfrentamos perdas — de trabalho, de etapas da vida, de pessoas que amamos. A nossa mente, porém, tende a rejeitar o que dói, a lutar contra o que não quer sentir. Passamos a vida à procura de soluções rápidas para apagar a dor, tentando voltar atrás ou avançar o mais depressa possível.

Como nos recorda Thich Nhat Hanh: “Não é a impermanência que nos faz sofrer. O que nos faz sofrer é querer que as coisas sejam permanentes quando não o são.”

A vida é um fluir contínuo, uma mudança constante, e o que mais magoa é não podermos controlá-la. A perda é a manifestação mais clara disso. Mas a verdadeira paz chega quando aprendemos a aceitar; quando finalmente compreendemos que aquilo que acontece não está sob o nosso controlo e percebemos que apenas podemos controlar a forma como vivemos esses acontecimentos.

Mas qual é o significado de “aceitar”?

Dizer “aceito” é fácil quando tudo corre bem. A verdadeira aceitação revela-se nos momentos difíceis. Perante a dor, o impulso mais comum é evitá-la: tentar mudar a situação, sair dela rapidamente, fazer tudo para não sentir o desconforto.

Raramente paramos para nos “sentar com aquilo que nos acontece”. Em silêncio, respiramos pouco e fugimos do que dói. No entanto, há momentos em que tudo o que é pedido é presença: ficar, sentir, abraçar o que está a acontecer. Aceitar não é concordar nem ficar feliz com a dor; é permitir que o coração abrande e encontre alguma tranquilidade, mesmo no meio dela.

Quando deixei de lutar contra o que sentia, algo em mim suavizou. A tristeza não desapareceu de imediato, mas deixou de ser uma ameaça. Tornou-se apenas uma presença — pesada, sim, mas honesta. Ao dar-lhe espaço, percebi que não precisava de ser combatida, apenas reconhecida.

Ficar com o que sentia ensinou-me que a dor perde força quando é acolhida. Não porque se resolva, mas porque deixa de estar sozinha. Há um descanso silencioso que nasce quando paramos de exigir de nós mesmos uma versão mais forte, mais positiva, mais “capaz”. Esse é o ponto-chave da aceitação: quando deixamos de querer que as coisas sejam diferentes do que são e nos permitimos viver o que está a acontecer, sem resistência, encontramos a paz.

Soltar é um ato silencioso de coragem. Não acontece de forma imediata nem linear. Às vezes, solta-se aos poucos — com recaídas, com saudade, com dúvidas. E, ainda assim, cada pequeno gesto de desapego é um passo em direção à leveza.

Neste fim de ciclo, talvez o mais importante não seja fazer grandes resoluções, mas escutar com honestidade: o que pesa em mim? o que continuo a carregar por hábito, medo ou culpa? Criar espaço dentro de nós é permitir que o novo chegue sem ter de lutar por lugar.

Há vínculos que custam soltar porque foram verdadeiros. E é precisamente por isso que merecem gratidão. Nada do que nos tocou profundamente foi em vão. Cada encontro, cada escolha ensinou-nos algo sobre quem somos e sobre o que já não faz sentido manter.

Encerrar um ciclo é um gesto de maturidade emocional. É reconhecer o valor do que foi, sem ficar preso a ele. É confiar que honrar o passado não nos impede de caminhar em frente — pelo contrário, dá-nos raízes mais firmes para avançar.

Hoje percebo que posso entrar no novo ano com o coração mais leve e em paz, sabendo que soltar não é desistir — é escolher-me.

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21
Dez25

Hoje é um dos dias mais significativos do ano...

Mäyjo

Hoje é um dos dias mais significativos do ano: o solstício de inverno. Há algo de profundamente mágico nesse momento em que o dia mais curto encontra a noite mais longa e a própria Terra respira em silêncio. É quando a escuridão atinge o auge antes de ceder espaço ao lento retorno da luz. Sempre senti que há uma sabedoria cósmica aqui — algo que povos antigos entendiam intuitivamente. Eles sabiam que certas alturas do ano carregam um poder natural imenso.

Para mim, este dia funciona como um botão cósmico de reinício, uma chance de parar, refletir e realinhar. Em certas culturas o solstício de inverno é um ponto de viragem espiritual, o momento em que o universo faz um “refresh”, e torna visíveis perspetivas novas e oportunidades que antes estavam escondidas. É como se o universo piscasse e sussurrasse: “Vai, é a tua vez de brilhar.”

Gosto de pensar no solstício como uma noite de lua nova perfeita para contemplar o céu, mas também para mergulhar dentro de mim. Mais do que isso: para celebrar a vida, me reconectar com quem amo, acender velas que aquecem o coração e honrar a memória dos que vieram antes de mim e deixaram caminhos de luz. 

Nesta data gosto de:

  • Meditar com sinceridade, revisitando o ciclo que se encerra e abrindo espaço para o que deseja nascer.
  • Praticar gratidão e deixar ir o que já não serve.
  • Fazer pequenos rituais — uma prece, uma vela, um gesto simbólico de luz.
  • Celebrar a natureza, lembrando que a escuridão também faz parte do milagre da renovação.
  • Saborear um chocolate quente à beira da lareira.
  • Sentar na noite longa, acolhendo a escuridão, o silêncio, o mistério — sem pressa.

E recordo: não é preciso muito... um único gesto, feito com presença, já basta. A imperfeição com alma vale infinitamente mais do que qualquer perfeição vazia!

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01
Dez25

Os dias festivos e a verdade

Mäyjo

O último mês do ano inicia-se e brevemente abre a época "oficial" dos jantares e das festas. E a propósito de datas festivas, dei comigo a pensar sobre o sentido desses dias...

Para mim os dias festivos não são os mais relevantes, mas sim os anónimos dias da semana. São os mais importantes, porque são eles que criam o resultado contínuo. As festas e encontros têm o seu lado, indiscutivelmente, importante, mas esgotam-se aí.

Há inúmeros eventos sociais, festas e encontros onde predominam sorrisos forçados, posturas fingidas e o politicamente correto a camuflar a verdade. A cumplicidade torna-se teatro, disfarçada de amabilidade social, enquanto se trocam favores e aparências em vez de autenticidade. Cultiva-se a imagem em detrimento da essência, e reverencia-se quem já foi elevado ao pedestal, não por mérito recente, mas por conveniência.

A dissimulação constrói a ilusão de um ser perfeito, confiante e cheio de energia. Mas a realidade está sempre povoada de “apanhados” — momentos de verdade crua que escapam à encenação. É nesse lado espontâneo e natural, que não precisa de roupa impecável nem de imagem fabricada, que se revela o que é autêntico. Longe da tecnologia de ponta e da intelectualidade em voga, surgem sorrisos que, no fundo, refletem o que secretamente se rejeita.

O que vem do coração sente-se — assim como se sente, com a mesma nitidez, a simpatia dissimulada e a amizade forçada. Por isso, prefiro os simples, os despojados, os que riem não porque não têm problemas, mas porque aprenderam a exorcizá-los com leveza.

Dispenso o politicamente correto e a artificialidade que só existem para não ficar mal na fotografia. Num mundo cada vez mais frio, a humanidade aquece-se na lareira da autenticidade — não na hipocrisia mascarada de simpatia.

É nos dias comuns, nos momentos silenciosos e sem público, que mais precisamos da presença genuína, dos gestos reais de amizade. Não nas festas, onde todos sorriem e estão “disponíveis”. A verdadeira ajuda e conexão não se mostra em aplausos, mas em ações silenciosas. Caso contrário, seremos apenas figurantes em eventos e acenos sociais. A noite prepara o dia, mas não recebe os agradecimentos!

É por tudo isso que amo os simples, os verdadeiros, os despidos de convenções — e até as ovelhas negras, que na verdade não o são. São apenas as que ousam questionar gerações de erros bem vestidos de etiqueta. Mesmo em família, mesmo entre amigos.

São essas almas corajosas que iluminam o caminho da mudança, reajustando, sem medo, o GPS da humanidade.

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08
Out25

A ruína...

Mäyjo

A ruína é a estrada para a transformação...

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As experiências de perda, dificuldades e fragmentação podem ser transformadas em oportunidades de mudança profunda, impulsionando o nosso crescimento. Quando enfrentamos o fim de um relacionamento, de uma situação ou de uma parte de nós mesmos, somos levados a nos reconstruir, aprender com a experiência e evoluir.

 

22
Set25

Setembro...

Mäyjo

Setembro oferece para além de um recomeço, uma mudança de ciclo - o Equinócio de Outono, conhecido como Mabon.

No outro dia, li num livro uma mensagem do Arcanjo Miguel que diz: “quando um capítulo da vida se fecha outro se abre e começa a florir. Neste momento podes ainda não ter noção do que está para chegar e quem sabe ter saudades do velho, mas acredita na fé e espera pelas surpresas boas”.

A verdade é que este é um momento mágico do ano, marcado pela igualdade entre o dia e a noite, simbolizando o equilíbrio e a harmonia. Mabon é um tempo de reflexão, apreciação e gratidão pelas colheitas que a vida nos proporcionou, tanto literal quanto metaforicamente.

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