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Ele há dias...

... em que me apetece dizer disparates e escrever o que me vem à cabeça, sem me preocupar em ser politicamente correcta. Este espaço vai servir para isso (pelo menos não gasto papel!).

Ele há dias...

... em que me apetece dizer disparates e escrever o que me vem à cabeça, sem me preocupar em ser politicamente correcta. Este espaço vai servir para isso (pelo menos não gasto papel!).

14
Out21

Aprendi...

Mäyjo

Que o silêncio é a melhor resposta, quando não nos queremos aborrecer.

Que os verdadeiros amigos estão sempre aqui.

Que as pessoas acabam sempre por se revelar.

Que temos sempre muito para aprender.

Que ouvir uma palavra de carinho faz bem à saúde.

Que dar um carinho também faz...

Que sonhar é preciso.

Que se deve ser criança a vida toda.

Que a opinião dos outros não é importante.

Que o que realmente importa é a PAZ interior.

E principalmente, aprendi que não se pode morrer, para aprender a VIVER.

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07
Set21

"Depilação" mental

Mäyjo

Gosto de nutrir a alma, pois ela espelha-se no corpo, na mente e nas emoções.

Sou adepta de uma alimentação consciente e de amor. Gosto de comer alimentos que curem, que me ajudem a eliminar toxinas e a recuperar.

Não sou adepta de dietas, mas a única dieta que tento fazer com regularidade é a dieta mental: ELIMINAR OS PENSAMENTOS TÓXICOS.

Tento fazer adaptações de alguns “alimentos”: alguns modero, outros elimino! Tudo depende da resposta do meu corpo, das minhas emoções, das estações do ano, da minha condição física e da minha filosofia de vida.

Se alimentarmos pensamentos tóxicos e desagradáveis, acerca de nós e do mundo, são esses que vamos experienciar. Aquilo em que acreditamos passa a ser verdade para nós. Fazer uma dieta dos mesmos é bom porque alteramos os padrões e crenças das nossas vidas.

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28
Fev21

A vida...

Mäyjo

A vida começa quando nascemos. Do amor.
Há momentos em que se vira toda ao contrário e nós fazemos o que conseguimos para acompanhá-la.
Há momentos de pura felicidade, no meio de outros imensamente tristes.
Que a vossa vida seja bonita, que a encham de muitas gargalhadas, que amem e se sintam amados, e que se sintam bonitos enquanto envelhecem.
Como escreve Vergílio Ferreira: "Não mudamos com a idade na estrutura do que somos. Apenas, como na música, somo-lo noutro tom."

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08
Fev21

Será que posso?

Mäyjo

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Só, na minha caminhada, ouvi o meu coração.

Perguntei se podia? - Pode sim... Tudo é consentido quando o Sonho nos domina...

E nesse momento, apercebi-me que devo permitir-me sonhar. Que jamais abandonarei aquilo em que acredito. Devo confiar e acreditar e agradecer...

18
Mai20

Os nossos idosos...

Mäyjo

Os nossos idosos foram quase sempre pessoas extraordinárias ao longo de sua vida “produtiva”. Eles têm, quase sempre, uma história linda de perseverança, de coragem, de derrotas e superações. Eles têm uma história, que está viva em nós!

Por isso, hoje, quando eles beneficiam (sem culpa) de momentos de inutilidade, eu me encho de ternura. É bom vê-los sem a neurose das contas, sem a necessidade de cumprir afazeres, obrigações.

Nas suas vidas inúteis eles estão livres!! Eles podem conversar com os amigos imaginários nas fotos, eles podem saborear os pequenos prazeres da vida: dormir, passear, ouvir música sem preocupação. Agora chegaram àquela fase da vida em que têm quem cuide deles, quem lhes dê as refeições a horas, lhes lave a sua roupa, lhes dê o banho, quem dance com eles, e lhes ponha na cama cobertas quentinhas. 

Eles são vidas que foram vividas na plenitude, mas, em muitos casos, sempre acorrentadas ao trabalho, à obrigação, ao dever. Agora, não. São corpos dançantes, que tomam vinho e dispensam o que não querem comer. 

É por isso que a vida deles importa. Tanto quanto a de um jovem que ainda não viveu tudo o que eles já percorreram. É por isso que não é possível (não se deve) escolher entre um e outro. Cada um é um universo. O jovem, ainda em jornada. O velho, que já cumpriu tanto. 
A proposta do “deixa morrer os velhos e os fracos”, que aparece agora, com a pandemia, tem-me consumido os dias e noites. Não posso aceitar. Porque, como Manoel de Barros, tenho respeito pelas coisas inúteis, que existem apenas para prazer. Um velho dedal esquecido numa caixa, um quadro sem valor, um lápis de cor partido. Coisa que lembram beleza. Os velhos, esses seres de tanta vida, são assim. Seres de fruição. Evocadores de beleza. Eles merecem viver sem a pressão de serem úteis. 

Eles são velhos, inúteis agora, mas já traçaram um caminho nesse mundo imenso. As suas vidas importam. E muito. Assim como a vida de todos os velhos e velhas desse planeta azul, cheios de histórias, memórias e encantos!

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