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Ele há dias...

... em que me apetece dizer disparates e escrever o que me vem à cabeça, sem me preocupar em ser politicamente correcta. Este espaço vai servir para isso (pelo menos não gasto papel!).

Ele há dias...

... em que me apetece dizer disparates e escrever o que me vem à cabeça, sem me preocupar em ser politicamente correcta. Este espaço vai servir para isso (pelo menos não gasto papel!).

16
Ago23

Vou caminhar...

Mäyjo

Tive medo de errar nos primeiros tempos.

Foi tudo muito incompreensível e estranho.

Senti confusão mental e uma espécie de amnésia temporária, pois a nossa mente tem a capacidade de se “desligar” para não sofrermos tanto.

A mente alheia-se para buscar a cura de uma dor que não se explica, apenas se sente. É importante senti-la para nos libertarmos dela com o tempo.

Aceitar que se está a sofrer e aceitar que com o tempo a dor será enfraquecida pela saudade ajuda…, mas a saudade também vai pesar. Mas vai ser uma dor diferente.

A única coisa que se pode fazer passa pela forma como doravante se vai abraçar a vida, perante a ausência… física e também espiritual!

Nunca fui de ficar parada e vou continuar; na senda dos dias vou substituir a dor pelas memórias.

Vou caminhar… devagar, mas vou caminhar!

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28
Dez22

A memória...

Mäyjo

Segundo Pedro Cabral “a memória não é um simples registo de tudo o que vivemos.” Gostamos de acreditar que temos uma memória imensa, mas não é assim, pois ela é limitada, pelo que nos é impossível guardar toda a informação.

A missão da memória é ir atualizando o registo através de uma reescrita contínua da nossa história, que vai mudando com o tempo, tal como o nosso corpo e o mundo à nossa volta se vão modificando.

O milagre da memória é, contraditoriamente, fruto das suas limitações.
Há falhas de memória que surgem com o envelhecimento e as doenças degenerativas e depois há as memórias que não se conseguem modificar. Há situações de grande dificuldade em esquecer... e quando o cérebro não é capaz de atualizar os seus arquivos, tudo à volta teima em ficar igual...  há um passado que resiste a ser reescrito.

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18
Ago22

Colecionadores de memórias...

Mäyjo
Somos colecionadores de memórias.
Registamos momentos, alegrias... altos e baixos da vida.
Guardamos os livros que mais nos marcaram.
Vamos colecionando memórias de gestos, de imagens ou de sons... Ouvimos vezes sem conta as músicas que nos transmitem energia. Registamos os filmes que nos fizeram chorar, rir ou pular de entusiasmo.
Guardamos as palavras e o carinho de quem acreditou em nós e nos disse: «Vai, tu és capaz!»
Vamos colecionando experiências, encontros, sentimentos.
Registamos os momentos que nos fizeram felizes: recordamos com nostalgia o sabor do primeiro beijo, a lembrança de passear junto ao mar de mão dada, a alegria de ver as estrelas numa noite de Verão, ou os sentimentos “pululantes” do dia do nosso casamento!
Guardamos com um sorriso as pessoas que nos fazem sentir bem, com quem gostamos de estar. Somos aquilo que vivemos!!
 

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(Do baú das mémórias: publicado originalmente no FB a 14/06/2016)
14
Abr22

O sótão

Mäyjo

Diz-se que os "macaquinhos" de uma criança (e não só), são guardados no sótão, mas afinal ao que parece são transportados na cabeça.

Mas neste local, normalmente, há objetos “esquisitos” carregados de histórias. Lembro-me do sótão da casa da minha avó materna... Era um espaço escuro de que eu, quando era pequena, tinha medo... com arcas, cheias de memórias, em que raramente me deixavam mexer... Talvez por que ela tivesse medo que eu desordenasse essas memórias e dessa forma elas deixassem de existir...

Na verdade, foi apenas após a sua morte que eu, realmente, “visitei” aquele espaço; que eu, já sem a ajuda dela, “desarrumei” essa parte das minhas origens. E afinal existia – nestes locais, existe sempre! - uma arrumação. Primorosamente... desarrumada. Eram imensas caixas que guardavam tantas coisas (seguramente, preciosas, pelo menos para ela). Devia ser obrigatório existir em todas as casas um sítio assim... Fechado à chave. Um espaço onde o passado se guarda para o futuro de modo a perpetuar as memórias de uma família e o seu “ADN”. E isso é, mesmo, muito bom.

O sotão.jpg

 

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