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Ele há dias...

... em que me apetece dizer disparates e escrever o que me vem à cabeça, sem me preocupar em ser politicamente correcta. Este espaço vai servir para isso (pelo menos não gasto papel!).

Ele há dias...

... em que me apetece dizer disparates e escrever o que me vem à cabeça, sem me preocupar em ser politicamente correcta. Este espaço vai servir para isso (pelo menos não gasto papel!).

08
Jan23

A idade traz-nos...

Mäyjo
A idade traz-nos sabedoria. E com ela, em vez de uma vida apressada, vem a vontade de viver de uma forma mais gratificante, sem nos preocuparmos com o que outros pensam, se gostam ou não gostam, se aceitam ou criticam.
Com a idade, vem a tranquilidade de sermos nós mesmos. Com rugas. Com cabelos brancos, mas sempre com sonhos no brilho dos nossos olhos. A capacidade de sonhar ajuda-nos a viver. A andar para a frente. A fazermos coisas que nos deem prazer ou que nos façam sentir mais felizes.
 

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Do baú das memórias
Publicado originalmente no FB a 26/09/2018
17
Set22

Cheguei aos cincuenta y cinco...

Mäyjo

Sinto alguma solidão, mas acho que cada vez gosto mais de estar sozinha. Considero que não é exatamente a idade que me define hoje, mas outras condições que lhe estão associadas: já não me apetece apoquentar com a aparência, a lentidão de vontades, a penúria de energia e de paciência para uma certa burrice.

Nunca me achei propriamente bonita... não sei se alguma vez me acharam bonita, especialmente quando era moça. A minha aparência era banal: morena, esguia, de estatura média. Ainda bem!

Tenho uma boa realização profissional, que não sei se teria obtido noutro lugar. Se tivesse seguido outra carreira, teria tido outra vida que não sei imaginar. O que sei é que, em diversas alturas, me senti desafiada e cumpri.

No campo romântico: tenho um companheiro de vida há trinta e dois anos e não tenciono ter mais nenhum, independentemente do que venha a acontecer no futuro. Houve um momento em que alguém me perguntou se tinha feito a escolha certa: não sei, nem nunca terei forma de o saber, assim como não sei se me terei realizado inteiramente neste campo..., mas também não matuto sobre isso.

Fui amada e, agora, vejo claramente que nesse campo, por vezes, fui eu que amei pouco! A incapacidade sempre esteve em mim... era eu que sentia um vazio interior, onde deveria estar amor...

Gosto de me dar aos outros e, muitas vezes, sinto que não recebo na mesma medida. Isso também acontece porque nada peço. Se eu não peço ajuda, os outros não adivinham que eu possa precisar dela. Eu sei escutar as pessoas e até os seus silêncios, mas não sei expressar-me de forma percetível. A maneira como melhor me dou, a minha mais doce forma de amar, é ouvindo e apoiando as pessoas de quem gosto. Adoro os meus!

Não vivo eufórica, mas não choro, não me desunho nem me descabelo. Sou grata pela minha vida e pelo que alcancei. Fui redefinindo as prioridades. O que verdadeiramente me preocupa hoje é a minha mãe...

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02
Set22

Aos 60 anos?

Mäyjo

Aos 60 anos?

Por essa altura eu vou querer sopas e descanso.

Por muito que digam que os 50/60 são os novos 30/40 não é bem assim...

Há projetos a longo prazo e aos 50 ou 60 a validade dos mesmos é bem mais curta que aos 20 ou aos 30.

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02
Mai22

Os 40

Mäyjo

Alguém me perguntava se os quarenta anos são os novos vinte: Sim! Pelo menos... Duas vezes!

Manter um espírito jovem é essencial. Sair de casa, conversar, ir à aventura... Tal como o vintage, os “quarenta anos” estão na moda!

Aos quarenta, hoje, estamos prontos para as “desbundas” que não fizemos quando as devíamos ter feito. Só não vale é ser snob e não ir até ao fim...

O que era “velho”, agora é o mais poderoso. Hoje estamos cada vez mais conscientes das vantagens da nossa idade e isso permite-nos gerar uma energia positiva incrível com isso.

 

Do baú das memórias do FB - publicado originalmente a 1 de maio de 2011

 

12
Jan22

O VALIOSO TEMPO DOS MADUROS

Mäyjo

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Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário-geral do coral.
As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade,
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!
 
Mário de Andrade (1893 - 1945)
11
Jan22

A beleza é uma atitude

Mäyjo

A beleza é uma atitude que não entende a idade...

Aceitar que envelhecemos é assumir todas as etapas da vida e aproveitar tudo o que cada uma delas nos traz: a serenidade, o conhecimento, a identidade já conhecida e conquistada. Por isso, e como não há melhor tratamento estético do que ser boa comigo mesma, vou aprender a valorizar e enfatizar alguns daqueles aspetos que a sociedade acha “menos bonitos”.

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28
Set21

A vida começa...

Mäyjo

A vida começa quando nascemos. Do amor.
Há momentos em que se vira toda ao contrário e nós fazemos o que conseguimos para acompanhá-la.
Há momentos de pura felicidade, no meio de outros imensamente tristes.
A vida deve ser bonita, cheia de gargalhadas. Devemos amar e ser amados... e devemos sentir-nos bonitos enquanto envelhecemos.

Como escreve Vergílio Ferreira 
"Não mudamos com a idade na estrutura do que somos. Apenas, como na música, somo-lo noutro tom."

A vida começa.jpg

 

27
Set21

A idade...

Mäyjo

A idade, tal como no vinho, é relativa.

Algumas pessoas ganham em se forem consumidas cedo. As melhores exigem que se espere!
Devemos assim olhar para a idade não como um percurso linear e previsível mas com a surpresa deliciosa dos "vintage" que não se consegue adivinhar.

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26
Set21

A idade traz-nos...

Mäyjo
A idade traz-nos sabedoria. E com ela, em vez de uma vida apressada, vem a vontade de viver de uma forma mais gratificante, sem nos preocuparmos com o que outros pensam, se gostam ou não gostam, se aceitam ou criticam.
Com a idade, vem a tranquilidade de sermos nós mesmos. Com rugas. Com cabelos brancos, mas sempre com sonhos no brilho dos nossos olhos. A capacidade de sonhar ajuda-nos a viver. A andar para a frente. A fazermos coisas que nos deem prazer ou que nos façam sentir mais felizes.

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(Do baú das memórias do FB, publicado originalmente a 28/09/2018) 
 
 

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