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Ele há dias...

... em que me apetece dizer disparates e escrever o que me vem à cabeça, sem me preocupar em ser politicamente correcta. Este espaço vai servir para isso (pelo menos não gasto papel!).

Ele há dias...

... em que me apetece dizer disparates e escrever o que me vem à cabeça, sem me preocupar em ser politicamente correcta. Este espaço vai servir para isso (pelo menos não gasto papel!).

28
Dez25

Percebi...

Mäyjo

Percebi, recentemente, que bons pais podem criar “maus filhos”.
Se por “maus filhos” entendermos aqueles que se fecham em si mesmos, egocêntricos, egoístas; filhos que não cuidam, não protegem, não sentem empatia; filhos que não dão colo, não mimam, não comunicam. Filhos que se limitam a esperar, passivos, que sejam sempre os pais a iniciar tudo.
Filhos que não ajudam, que não acolhem as fragilidades dos pais, que não trazem amor, nem alegria, nem união.

O mais triste é que muitos desses filhos se imaginam bons.
Porque pensam que só por existir já é suficiente.
E, mais ainda, podem ser boas pessoas — mas, sim, pode-se ser boa pessoa, boa mãe, bom pai… e ainda assim, mau filho.
E pode-se começar sendo bom filho e, devagarinho, ir-se tornando mau.

Percebi também que os pais raramente pensam que a primeira “obrigação” de um filho deveria ser, “ser bom filho”.
Estamos tão focados nos resultados, nos feitos, que esquecemos o essencial: exigir-lhes que sejam, antes de tudo, filhos de verdade.

Bons filhos não são obedientes ou submissos; não são aqueles que tentam satisfazer todas as vontades dos pais.
Bons filhos dizem sim como dizem não. Com verdade, com cuidado, com delicadeza. Com palavras claras, com gestos que nunca falham.
E todos sabemos: quanto mais eles forem bons filhos, melhores pais seremos. (E o contrário também é verdade.)

O trágico é que, à medida que toleramos feridas, vamos desistindo deles de forma silenciosa.
Sentimo-nos, aos poucos, com menos direito de ser seus pais.
E eles, aos poucos, deixam de merecer o nosso respeito, a nossa admiração, a nossa gratidão.
E assim, sem perceber, vamo-nos perdendo uns aos outros.

É urgente...
sermos bons pais e bons filhos, para que o amor se torne mais fácil,
para que a vida se torne mais leve, para que a casa, finalmente, seja lar!

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10
Set25

Há décadas...

Mäyjo

Há décadas que te sentavas ao meu lado...

ao pôr do sol na praia,

à lareira na sala,

ou simplesmente a ver as nuvens no céu num dia de sol!

Por vezes encetavas inícios de voos e por fim chegou o dia em que foste para longe, levado pelas correntes de ar quente ascendente.

Conseguiste Voar para tão longe quanto leste está a d’Oeste e eu fiquei aqui sem saber se partistes para sempre ou se um dia vais regressar...

Quando decides “voltar” recebo-te com fascínio...

 E encantada por perceber que ainda sabes onde fica o teu ninho.

 E aí eu sinto-me no Céu!!

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Ilustração de Flávio Wetten @Lifeonadraw

 

 

 

05
Set25

No meio de tanto tempo... II

Mäyjo

O que será que uma folha recorda?

O que será que uma folha sente quando o vento a afaga? ... quando se desprende da árvore, a sua mãe que lhe deu a vida?

Como numa floresta, muitas vezes a fronteira é a copa das árvores; uma fronteira muito subtil, agitada pelo vento. E tal como na floresta, revestida da subjetividade   trazida palas estações do ano e pelos diferentes ciclos da natureza, não há respostas inequívocas no emaranhado de tanta folha. É quase um jogo lúdico, mas cúmplice... quase como um jogo de palavras cruzadas. Assim tem sido o misto dos nossos sentimentos.

Tal como um labirinto na floresta, a nossa vida tem sido confusa e sem saída. Repleta de lugares sem destino, tomada pela incessante procura de um caminho, do encontro com a luz e com o outro lado de uma realidade que se revelou não coincidente com o desejo.

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(continuação de: No meio de tanto tempo...)

04
Set25

No meio de tanto tempo...

Mäyjo

No meio de tanto tempo parada a aguardar havia uma palavra à espera de vez… velando pelo seu tempo.

Guardada como uma semente que espera na terra pelo momento certo para florescer: era a palavra AMOR!

A palavra que eu esperava um dia fazer brotar numa criança, princípio de vida e de um sentimento infinito.

Aquele ser que nos torna imortais através dos tempos: o/a filho/a...  o/a neto/a...!

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(continua)

02
Abr24

Filho é barco e mãe é cais

Mäyjo

Houve dias em que te viraste para mim e disseste: "Tá mãe", "Já vou mãe", "Ahhh mãe"...

E eu?! Eu lembrei-me de todas as vezes em que repetiste, como se fosse um mantra: "mãeee, mãeee…" e que sorriste, no meio das lágrimas, porque eu apareci, em resposta à tua chamada. ⠀⠀

Houve dias em que ficaste fulo, porque eu não te deixei fazer alguma coisa; foste para o teu quarto e ficaste amuado comigo uma tarde inteira...

E eu?! Eu lembrei-me de todas as vezes em que não quiseste separar-te de mim, nem por cinco minutos, para eu ir à casa de banho.

Houve dias em que pediste para dormir na casa de um amigo, para passar férias com amigos, para viajar com os colegas da escola...

E eu?! Eu lembrei-me de todas as noites em que o teu porto-seguro, a única razão do teu sono tranquilo, era eu.

O tempo passou... E “andas” sozinho.

Decidiste “voar”, mas não esqueças que, de vez em quando, vais cair e machucar-te num lugar onde "um beijinho" meu, não vai fazer passar.

E eu?! Eu vou pedir para o tempo voltar, para estar no teu lugar, para ser, de novo, a tua paz. Mas, não vai acontecer!!

Então, eu vou chorar. Por ti, e contigo, se for preciso!

Vou estar lá, a segurar a tua mão, mesmo que só com o meu coração.

Vou esperar, com o amor mais paciente, que voltes para mim, no teu tempo…

Porque os filhos vão, mas eles voltam sempre! ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Filho é barco…

Mãe é cais!

Entre um homem e outro homem....jpg

 

21
Jan24

Os filhos...

Mäyjo

Os filhos são parte de nós.

São a parte que, apesar de tudo, não parte.

São a nossa melhor parte!

Os filhos são o coração fora do peito. O coração nas mãos!

São a parte que nunca colocamos de parte.

São a parte e o todo.

Os filhos nunca partem, mesmo quando saem de casa ou já não querem saber dos pais. Nenhuma distância é maior do que o amor por um filho.

Os filhos são a nossa metade e meia. São a nossa entrega por inteiro.

Os filhos são o nosso pensamento. O primeiro e o último.

Os filhos são a nossa raiz e a nossa semente.

Os filhos são a vida depois da vida.

Os filhos são a nossa vida e damos a vida por eles!

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07
Mar22

Que os filhos possam ser sempre felizes

Mäyjo

Há quase 3 décadas, por esta altura, contigo deitado ao meu lado, sentia-me apavorada enquanto tentava conhecer cada pedacinho daquele corpo pequenino e indefeso. Não sabia na altura, como não soube durante muito tempo, que o medo nunca mais me largaria...

Se na época o meu medo passava por te alimentar devidamente e se respiravas durante a noite, hoje o meu medo está focado em saber se és feliz. E isso é avassalador... aterrador... Essa incerteza faz-nos transpor barreiras que nunca pensáramos, faz-nos cometer insanidades, rasga-nos o peito, faz-nos gritar e dar murros na mesa...

Deixar os filhos voar ao mesmo tempo que lhes guardamos um lugar vitalício debaixo da nossa asa, um lugar no nosso colo para sempre, penso que será a felicidade de um filho.

Que os filhos possam ser sempre felizes, que se mantenham únicos e íntegros, livre e seguros, doces e rebeldes...

Iremos amá-los sempre como são, melhores do que um sonho!

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31
Out21

Tenha filhos...

Mäyjo

Tenha filhos para os ver sorrir como você e caminhar como o pai... e entenda a raridade de ter um pedaço seu solto pelo mundo.

Considere que muito pouco ensinará, tenha filhos justamente porque temos muito a aprender. Tenha filhos porque o mundo precisa que nós sejamos pessoas melhores ainda nesta vida.

Tenha filhos  by Sasha Cukure.jpg

Photo by Sasha Cukure

 

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