Só há uma felicidade...
Só há uma felicidade na vida: amar e ser amado!
Georges Sand

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Só há uma felicidade na vida: amar e ser amado!
Georges Sand

Um homem procurava a felicidade incessantemente, viajando de aldeia em aldeia. Cansado, sentou-se junto a um lago. Ao olhar para a água calma, viu o seu reflexo e percebeu que a paz e a felicidade que tanto procurava já estavam dentro de si. Não era necessário ir mais longe.
A lição? A gratidão é o espelho da abundância interior.
A gratidão não é fingir que tudo está bem! Até porque isso é uma fantasia da New Age.
Gratidão é ter consciência de que há sempre algo de bom em que nos podemos e devemos focar-nos.
A felicidade não é um lugar onde se chega, a felicidade é a forma e o jeito como cada um decide encarar, estar e assumir a vida.

Numa passagem do livro “A Lentidão”, de Milan Kundera, lê-se o seguinte: “Quando as coisas acontecem depressa demais, ninguém pode ter certeza de nada, de coisa nenhuma, nem de si mesmo”.
Esta frase expõe a ideia de que o grau de lentidão é diretamente proporcional à intensidade da memória e, por consequência, também o grau de velocidade é proporcional ao do esquecimento. Em síntese, quanto mais depressa passarmos pelas coisas, mais rapidamente as esqueceremos, ao invés, quanto mais lentamente as vivermos, melhor as recordaremos.
Atualmente a rapidez inebria-nos, pois dá-nos uma sensação de liberdade, de força e de poder. Quanto mais velozmente formos do ponto A ao ponto B, mais sofisticados, bem-sucedidos e felizes mostramos ser.
No fundo, é essa a mensagem subliminar implícita a todos os anúncios publicitários de automóveis de alta cilindrada: velocidade + potência = felicidade.
Será essa a fórmula da felicidade?...

Considero-me uma aprendiza da arte mais difícil de aprender na vida: a arte de ser feliz, mas algumas figuras do passado, como Horácio (o poeta romano), têm dado um contributo valioso para essa aprendizagem.
Ao longo da minha vida deparei-me com coisas difíceis de aprender, mas nenhuma se revelou ser mais difícil do que ser feliz. Os escritos de Horácio têm-me ajudado a perceber as armadilhas em que tive sempre propensão para cair.
A primeira de todas (e que condiciona a felicidade de tantas pessoas) é compararmo-nos com os outros e com a vida afortunada que lhes conferimos. Sim, porque afinal que garantias temos de que os outros sejam tão felizes como imaginamos?
Seja em que situação for, temos sempre tendência para achar que os outros são sempre mais privilegiados. Muitas vezes me perguntei o que fiz de errado para não ter conseguido determinadas coisas… e, nesses exames de consciência masoquistas, consegui identificar os erros todos no meu passado que levaram a “esses fracassos da minha parte”. Porém, a própria premissa desse procedimento está errada, pois de acordo com Horácio: «A verdade é que cada um deve medir-se pela sua própria medida» (Epístolas 1.7.98).
Porque não são as “conquistas” que determinam a felicidade, pois «Aqueles que atravessam as ondas mudam de clima - não de disposição» (Epístolas 1.11.27). Hoje tenho a certeza de ser tão feliz com o que alcancei como teria sido se tivesse seguido um rumo diferente. Sem prejuízo do valor que atribuo ao que alcancei, sei que não é o contexto em que desenvolvo o meu dia a dia que determina a minha felicidade, mas o modo como vivo interiormente esse dia a dia. O facto de sentir uma paixão cada vez maior pela vida e por viver plenamente tudo o que me é permitido, é em si mesmo, um privilégio. Consumirmo-nos com coisas em que não acreditamos é que se presume, de facto, esgotante. «Maça-nos a canseira de não fazermos nada de jeito» (Epístolas 1.11.28).
Quando era mais nova, não ter uma casa luxuosa ou um carro topo de gama era mais um item que eu adicionava à lista das minhas insatisfações. Hoje alcanço o quanto Horácio tem razão: «Com barcos e carros procuramos sentirmo-nos bem. Mas o que procuras está aqui» (Epístolas 1.11.28-29).
«Àquele, a quem agrada a sorte de outrem, a própria sorte desagrada. Cada um está a ser estúpido; e responsabiliza, sem razão, o lugar onde está. A mente é que tem culpa – ela que nunca pode fugir de si mesma» (Epístolas 1.14.11-13).
Obviamente esta filosofia só faz sentido na vida daqueles que não estão sujeitos a contextos penosos. Já mais ajudará quem está a viver no meio de uma guerra, não ajuda quem tem condições de trabalho comparáveis à escravatura, nem quem está sequestrado num relacionamento tóxico. Nestas circunstâncias não faz sentido dizer «O que procuras está aqui».
Horácio viveu também a experiência da guerra, da pobreza e das dificuldades pessoais, pois era filho de um ex-escravo. O facto de mais tarde ter convivido com pessoas do topo da sociedade romana não apagou certamente as feridas psicológicas que ele carregava. Mas há uma grande verdade nesta sua frase: «Não é aos ricos somente que cabem as alegrias» (Epístolas 1.17.9). A valorização do momento presente é o facto que mais felicidade pode proporcionar: «O que está presente, lembra-te de organizar, sereno; as restantes coisas ao modo de um rio são levadas» (Odes 3.29.32-34).
Olhar para a frente (seja com receio ou entusiasmo) não traz qualquer vantagem: «Prudente, o desfecho do tempo futuro em noite obscura o deus esconde» (Odes 3.29.29-30).
E para terminar, duas citações para pensar uma vida inteira:
«Aquele dono de si e feliz viverá, a quem for lícito no fim do dia ter dito: "Vivi. Amanhã, que com negra nuvem o Pai cubra o céu ou com sol puro. Porém, anulado não fará o que está para trás; nem alterará ou trará de volta, anulado, o que, uma vez, a hora fugidia trouxe".» (Odes 3.29.41-48)
«Que eu tenha o que tenho agora ou até menos; e que eu viva para mim o que resta da minha vida, se os deuses quiserem que algo reste. Que eu tenha boa quantidade de livros e de comida guardada para um ano; e que eu não vacile ao sabor da esperança de cada momento duvidoso. É suficiente orar que Júpiter (ele que põe e tira) me dê vida, me dê meios; eu darei a mim mesmo uma mente serena.» (Epístolas 1.18.107-112)

Hoje gostava de compartilhar uma lista de 21 verdadeiros luxos – alguns são coisas palpáveis e outros são tudo menos tangíveis e só podem ser experimentados.
O ponto em comum que cada um dos itens tem é que, para apreciar as riquezas quando somos presenteados com elas, devemos estar atentos à jornada que as trouxe para nossas vidas. Uma lição tão simples e uma das principais chaves para viver uma vida simplesmente luxuosa.
Vamos lá...
Verdadeiro luxo. . .
Todos nós temos o desejo inato de criar uma vida melhor para nós próprios. E embora nem sempre saibamos como fazê-lo, quando nos sentimos confortáveis desejamos permanecer assim ou queremos descobrir como conseguir esse sentimento específico. Como disse Coco Chanel “O luxo deve ser confortável, caso contrário não é luxo”. E se comprarmos coisas em excesso “por engano”, não estaremos tornando nossas vidas mais confortáveis, mas sim trazendo mais stress para as nossas vidas. Portanto, é fundamental que vivamos conscientemente, tomemos decisões com base em julgamentos sólidos e no que é melhor para a vida que queremos viver e não para a vida que os outros querem que vivamos. Porque se escolhermos ouvir o que as nossas vidas estão a tentar dizer-nos, sobre o que funciona, o que não funciona e porquê, iremos perceber que estamos a viver luxuosamente todos os dias.

— Porque estás sempre na Lua?
— Para ver a careca das pessoas.
É divertido ver o lado menos perfeito das pessoas, aquele que tentam esconder a toda a hora. Como se tivesse alguma piada aquilo que não tem falhas, que parvoíce.
Acho que no mundo se escondem mais gargalhadas do que ferimentos. Parece que a felicidade é mais proibida do que a dor.
Se concordas comigo ri muito agora mesmo, estejas onde estiveres.
Agora olha à volta e vê como te olham. Hilariante, não é?

“A gente escolhe um caminho na esperança de que ele vá nos conduzir a um lugar de alegria.
Tolos, pensamos que a alegria está no final do caminho, e caminhamos distraídos, sem prestar atenção, afinal de contas, caminho é só caminho.
Com frequência, a gente não chega lá, porque morre antes.
Mas há uns poucos que chegam ao lugar sonhado - Só para descobrir que a alegria não mora lá.
Caminharam sem compreender que a alegria não se encontra no final, mas às margens do caminho.”
___Rubem Alves

Como defino a beleza?
Ser feliz e ter sentido de humor: é aquilo que caracteriza as pessoas mais belas que conheço.
É importante ser feliz! Não tenho quais quer dúvidas de que a forma como nos sentimos se reflete na nossa cara.

Um cheiro sente-se quando se fecham os olhos, não é?
E escuta-se. Porque todos os cheiros têm um som.
Sentada na areia húmida ouço o som do mar.
Escuto os segredos que ele quer partilhar comigo...
Dos sítios por onde andou, das pessoas que já viu, das lágrimas que se fundiram com ele...
As ondas vêm e vão. A espuma da rebentação presenteia-me com uma melodia quase maravilhosa... é como se milhões de vidrinhos se juntassem, para gerar uma sinfonia encantadora.
Cruzo as pernas e deixo que o sol me anime. O vento afaga-me os cabelos. O cheiro a maresia entranha-se-me no corpo e na alma. Relaxo. Respiro o ar salgado que me revigora. Fecho os olhos. Deixo-me transportar pelo som das ondas e do vento. Sinto-me leve e em paz.
Penso: Quantas vezes fazemos aquilo que realmente queremos fazer? Aquilo que nos dá gozo, que nos completa no que há de mais profundo na nossa essência...
Sinto a paz a invadir o meu corpo e, sobretudo, o meu coração.
Acredito que a vida sabe sempre onde é o nosso lugar.
Mais uma vez, sinto que este é o meu lugar. Que é aqui que pertenço. A esta praia, a este mar, a esta vida!
Aqui, com o mar, o sol e o vento como companhia sinto-me em casa.
É aqui que pertenço.
Sozinha.
Mas nunca efetivamente só!

Gosto do exagero. Sou intensa porque tenho urgência na vida.
Custou-me já bastante deixar algo para depois. Aprendi a não adiar e a elevar as vontades.
As minhas que também contam e importam. Não me demorar em fretes.
Trabalhar melhor para conseguir trabalhar menos. Organização muda tudo e o foco também.
Sensível. Sofro por nada, amo por todos. Preocupo-me demais.
Choro rios. Sorrio comédias. Sonho infinito.
Agradeço muito. Felicidade é o meu nome do meio para que no fim tudo valha a pena!

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