Mais um conto zen
Há um conto sobre um jardineiro que passava horas a conversar com as raízes, certo de que era lá que a verdadeira vida acontecia. E não é que ele tinha toda a razão? Pois a força para caminharmos vem da Terra.
Devemos conversar com as nossas raízes: com os nossos desejos silenciosos, as nossas emoções reprimidas, com a nossa verdade esquecida. É preciso fazer este exercício para libertar as âncoras que nos agrilhoam os pés.
O Papa Francisco disse: Seja a mudança que deseja ver no mundo, começando pela sua casa. Quando ele morreu o mundo ficou mais triste… mas um legado incrível foi deixado e nós podemos e devemos honrá-lo, não só com palavras mas com atos também. Sejamos mais empáticos e tolerantes com os outros... mas também connosco mesmos!
Há uma carta do tarot — o Eremita que nos leva numa jornada para dentro. Fala da sabedoria que se encontra no retiro interior, naquele espaço sagrado onde se escutam verdades que o ruído exterior tenta abafar. Não se trata de nos isolarmos do mundo, mas de criar tempo de qualidade connosco.
Às vezes, ao analisarmos a nossa vida temos de nos perguntar: onde precisamos de acender uma lâmpada de auto-compreensão? Será na autocrítica? Na exigência? No controlo?










