Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Ele há dias...

... em que me apetece dizer disparates e escrever o que me vem à cabeça, sem me preocupar em ser politicamente correcta. Este espaço vai servir para isso (pelo menos não gasto papel!).

Ele há dias...

... em que me apetece dizer disparates e escrever o que me vem à cabeça, sem me preocupar em ser politicamente correcta. Este espaço vai servir para isso (pelo menos não gasto papel!).

18
Nov09

Ele há dias em que apetece desabafar

Mäyjo

 

Não é habitual fazer isto, mas hoje cheguei a casa e tive vontade de vir aqui escrever. Há dois dias publiquei isto, e pareceu-me realmente adequado ao dia de hoje.

 

Hoje tive uma reunião daquelas... enfim, sabem como é...

E ao ler o que escrevi na altura achei que realmente estas palavras se aplicam ao dia de hoje.

Ele realmente há dias úteis, nem que seja para olharmos para o nosso semelhante e vermos, como apesar da idade passar nem todos evoluimos como seria de esperar... e que realmente aprendemos pelo EXEMPLO!

Assim, repito e contextualizo as palavras de há dois dias:

Cantar no carro, sim!

...quando regressei a casa e me diverti com tudo o que “vi”,  daquela posição priveligiada de observação dos meus pares.

O gozo de ir, nem por isso...

mas sem dúvida o “prazer” de estar e principalmente de concluir!

Ler e pensar: é isto mesmo!!

Neste caso, VER e pensar: Sim, aqui está a causa... como poderiam ser diferentes com modelos assim?

O que não se diz e o que tem de ser dito.

Disse-se o que tinha que ser oficialmente dito e como diz a sabedoria popular: o “melhor” foi o que ficou por dizer...

Amigos, todos.

Aqueles que realmente o são e que nos apoiam e colaboram construtivamente. A eles OBRIGADA!

Dever cumprido.

SIM!!! Sem sombra de dúvida!
Olhares que decidem.
Cumplices...

 

Todos os dias trazem qualquer coisa...
17
Nov09

A minha praia

Mäyjo

Tal como acontece com certas pessoas, também há lugares que não têm sorte. É esse o caso da Altura. Até aos anos 80 (sei eu que a frequento desde a adolescência) ir a banhos naquele local era um privilégio de algumas dezenas de famílias.

As dunas enormes que orlavam os quilómetros de areal que vai da Ponta de Santo António até perder de vista para os lados de Faro, faziam daquele lugar um autêntico paraíso na Terra. As condições excepcionais daquela zona, com aquele fabuloso areal e a mata acompanhando toda a costa foram sendo progressivamente pressionados.
Por qualquer “desígnio misterioso”, aquela que deveria ser a pérola de um concelho essencialmente rural foi abandonada aos patos bravos deixando que ali se instalasse, quanto a mim, um caos urbanístico – porque o povo também tem direito a uma casa de férias!
Tal como uma mulher desprezada, a Altura degradou-se. Perdeu a beleza natural e tornou-se parola. Mas foi uma das minhas primeiras praias e a ela voltei todos os verões da minha vida. Sinto-a, pois,  como território meu, como a tia desdentada que embaraça a família mas é do meu sangue. E como não é uma pessoa mas um lugar, tem defesas que eu sempre soube aproveitar. Marcas territoriais, traços fisionómicos em que me concentro para vê-la como quero, defendendo-me do que não quero ver.
Mesmo no pino do Verão, com as praias pejadas de veraneantes chinelantes, de barriga de cerveja e anel no mindinho, eu tenho os meus refúgios, que são partilhados por quem, como eu, conhece os segredos da Altura.
Havia um barzinho onde passava as minhas noites de adolescência. Feito de madeira rangente, com uma esplanada ampla rasgada para o acesso à praia; era frágil, despretensioso e risonho como um bar de praia deve ser. Nele juntavam mesas os habitués, formando animados grupos. Estava ao abandono, quase em ruínas.
Na praia onde eu aprendi a nadar e tive os meus primeiros flirts de Verão; onde o meu filho viu o mar pela primeira vez, tudo está a mudar e a perder as características de que eu sempre gostei!
Dir-se-ia que a minha praia estava a deixar de o ser…
Mas eis que aparece alguém com um plano, plano esse que parece ter sido concebido por quem adora praia e adora a Altura. A esplanada e o barzinho em ruínas ganharam vida. Foram reconstruídos e tiveram direito a vida nova!
O velhinho Tropical, do tempo do Michel, é hoje um espaço limpo e arejado, despretensioso, com uma alma e uma vida nova – um beach laundg: o Tropical (na mesma)!
Uma esplanada agradável com um look moderno, mas sem esquecer o lugar, inspirado no norte de África – ali tão perto. Um local onde se pode conversar, ouvir música, estar com os amigos, relaxar, tal como “no meu tempo”. Um local sem gajos grávidos de cerveja e anel no mindinho, nem famílias numerosas cheias de putos a chiar e a correr por todo lado. Um local onde duas gerações se juntaram (minha e a do meu filho) fazendo com que aquele continue a ser a nossa praia!
Parece que afinal a minha Altura consegue renascer das cinzas, qual Fénix!
16
Nov09

Dias úteis

Mäyjo

Manhãs.

O cheiro a terra molhada.
Cantar no carro.
Praia, sempre.
O gozo de ir.
O prazer de estar.
Ler e pensar: é isto mesmo.
O que não se diz e o que tem de ser dito.
Verão. Lugares.
Amigos, todos.
O amor. Chuva na janela. Chocolate. Sexo.
Água fresca.
Dever cumprido.
Olhares que decidem.
Todos os dias trazem qualquer coisa...
 
 
09
Nov09

ERA UMA VEZ… 8

Mäyjo

 

             Os jovens já não desistiam da vida. Já não havia suicídios. O uso de drogas dissipou-se. Quase já não se ouvia falar de transtornos psíquicos e de violência. E a discriminação? O que era isso? Já ninguém se lembrava do seu significado. Os brancos abraçavam afectuosamente os negros. As crianças judias dormiam em casa de crianças palestinas. O medo dissolveu-se, o terrorismo desapareceu, o amor triunfou.
            As prisões tornaram-se museus. Os polícias tornaram-se poetas. Os consultórios de psiquiatria esvaziaram-se. Os psiquiatras tornaram-se escritores. Os juízes tornaram-se músicos. Os promotores tornaram-se filósofos. E os generais? Descobriram o perfume das flores, aprenderam a sujar as suas mãos para as cultivar.
            E os jornais e as televisões do mundo? O que noticiavam, o que vendiam? Deixaram de vender mazelas e lágrimas humanas. Vendiam sonhos, anunciavam a esperança...
 
            Quando se tornará esta história realidade? Se todos sonharmos este sonho, um dia ele deixará de ser apenas um sonho.

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Arquivo

    1. 2022
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2021
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2015
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2014
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2013
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2012
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2011
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2010
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2009
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D