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Ele há dias...

... em que me apetece dizer disparates e escrever o que me vem à cabeça, sem me preocupar em ser politicamente correcta. Este espaço vai servir para isso (pelo menos não gasto papel!).

Ele há dias...

... em que me apetece dizer disparates e escrever o que me vem à cabeça, sem me preocupar em ser politicamente correcta. Este espaço vai servir para isso (pelo menos não gasto papel!).

15
Ago09

10 coisas (prazeres) totalmente grátis que eu mais gosto.

Mäyjo

 

1.       Abraçar o meu filho;
2.       Olhar mar: calmo ou revolto;
3.       Um passeio à beira-mar (sozinha);
4.       Ouvir o silêncio;
5.       Olhar para o céu, principalmente à noite, cheio de estrelas;
6.       Um dia de chuva e poder ficar em casa, a molengar;
7.       Uma tarde passada a ler;
8.       Uma cama com um edredon quentinho em pleno Inverno;
9.       Um "Gosto muito de ti!";
10.    Brincar com o meu cão.
 
 
14
Ago09

Sabedo-RIA

Mäyjo

- Na vida tudo é relativo. Um fio de cabelo na cabeça é pouco; na sopa, é muito!

- Viva cada dia como se fosse o último. Um dia você acerta.
- Devo tanto que, se eu chamar alguém de meu bem… o banco toma!
- Qualquer idiota é capaz de pintar um quadro, mas somente um génio é capaz de vendê-lo.
- Tudo é relativo. O tempo que dura um minuto depende de que lado da porta do banheiro você está.
- O mais nobre dos cachorros é o cachorro-quente. Alimenta a mão que o morde.
11
Ago09

Amar-te-ei enquanto teu cartão tiver saldo

Mäyjo

Uma estória... que fica sempre bem no Verão. 

 

 

Era um lindo dia de casamento. Diante do padre os noivos trocavam olhares profundos dizendo os votos que haviam escrito.
 
Tu serás o meu melhor amigo” – prometeu ela solenemente – “à excepção da Lili, que será a melhor entre as amigas e do meu pastor alemão, o Nero, que irá dormir aos pés da nossa cama”...
 
Prometo cuidar de ti e querer o que apenas for melhor para ti” – respondeu ele – “desde que lucre alguma coisa com isso, para aí esteja virado, e não implique visitas frequentes da tua mãe”...
 
Amar-te-ei tal como és” – disse ela – “mas depois de casados espero que bebas menos, trabalhes mais, que comeces a interessar-te algo mais por arte, e que tires de vez essa hedionda barba”...
 
O que é meu, teu será” – replicou ele – “à excepção do dinheiro que não sabes que existe e daquele que vou depositar numa conta privada, na eventualidade de as coisas não correrem bem”....
 
Prometo amar-te incondicionalmente!” – exclamou ela – “pelo menos até fazeres alguma coisa que considere inaceitável; prometo perdoar e esquecer, apesar de saber que o rancor já é mal de família; e nunca adormecer zangada, mesmo que para isso tenha que ficar acordada a noite inteira a espumar de raiva”...
 
Amar-te-ei para sempre, de corpo e alma!” – retorquiu ele – “desde que não percas essas fantásticas medidas 86-60-86...
 
Prometo acarinhar-te cada dia, enquanto ambos vivermos” – respondeu ela com os olhos repletos de lágrimas de felicidade – “ou enquanto conseguir aturar-te a ti e ao saldo do teu cartão de crédito”...
 
E lá partiram eles... Foram arrastados pelo mar do amor, deixando-se levar pela corrente dos sentimentos e emoções que, mais cedo ou mais tarde, os devolverá à costa rochosa da vida.

 

 

 

10
Ago09

Objetivo 8: Estabelecer uma Parceria Mundial para o Desenvolvimento

Mäyjo

 

São Paulo, Brasil
A história de Uridéia é uma história de busca. Busca pelo amor do pai e da mãe. Busca de uma identidade, reconhecimento e sobrevivência e, como meio para conseguir tudo isso, busca de um ofício e de um trabalho.
Uridéia tem 19 anos. Foi criada pela avó em Natal, no Nordeste, longe de seu pai e de sua mãe.
Quando Uridéia tinha dois anos, sua mãe foi embora para São Paulo para trabalhar como empregada doméstica, a quem viu muito pouco. No entanto, todos os dias, a distância, ela via o homem que diziam ser seu pai. Esse era dono de um restaurante que ficava bem em frente à escola de Uridéia. Com freqüência, ela o via abraçando o filho.
Quando completou quinze anos, Uridéia criou coragem para entrar no restaurante. Até hoje, ela se lembra da conversa:
“Eu gostaria de falar com o senhor. Seria possível?”
“Você veio pedir dinheiro?”
“Vim para pedir para que o senhor me reconheça como sua filha.”
Ele se levantou e esbravejou para que todos ouvissem:
“Você não é minha filha. Eu só tenho um filho.”
Uridéia saiu do restaurante, em prantos.
“Não tenho mãe nem pai.”
A três mil quilômetros do restaurante do pai, Uridéia tem vivido os últimos três anos na casa da mãe numa favela de São Paulo; três anos difíceis. Ela veio em busca de “amor materno”, mas, em lugar disso, descobriu que ela e Elsa se haviam convertido em estranhas depois de onze anos sem se encontrarem.
“A senhora nunca me deu amor de mãe.”
“Amor não enche barriga”, responde a mãe, com raiva crescente.
Às vezes, a raiva leva à violência.
Apesar de ter concluído o ensino médio, o único trabalho que ela conseguiu achar foi como babá na favela. O que ganhava era muito pouco para poder ajudar a mãe. E Uridéia passou a fazer parte dos incontáveis milhões de jovens desempregados no Brasil.
Como sabia que era inteligente, prestou vestibular para fazer o curso de administração de empresas numa cara universidade particular. Colocou-se em terceiro lugar. Sem maiores explicações, foi informada de que não havia sido admitida. O motivo, pensou ela, teria sido o fato de ter colocado na ficha de inscrição o seu endereço na favela Jaguaré.
Um dia, viu uns cartazes na favela, anunciando um curso de culinária.
Ela fez o curso Cozinheiro Cidadão, de três meses, oferecido por uma OnG localizada na própria favela. Ali, aprendeu as noções básicas de culinária profissional e, acima de tudo, aprendeu a trabalhar em equipe com seus colegas, todos moradores da mesma favela.
A culinária serve de metáfora para uma vida profissional ideal. Ela propicia uma liderança bem definida, uma hierarquia clara e funções específicas. Os participantes recebem uma remuneração adequada (são bolsistas) e as suas habilidades são reconhecidas.
Hoje, Uridéia sabe planejar uma refeição, ir à feira bem cedinho e selecionar os produtos mais frescos. Sabe limpá-los, picá-los com agilidade, combinar sabores e aromas e preparar e servir uma refeição com estilo.
Para Uridéia, o trabalho é tudo. É o meio de escapar da pobreza e moldar seu destino. E é sua identidade: 
“Pensava que ia apenas aprender a fazer feijoada, mas o que achei foi uma saída.”
Seu sonho é ter seu próprio restaurante, onde poderá dar emprego a outras pessoas na favela. Outro sonho: está firmemente decidida a tornar-se exímia numa atividade que seu pai será capaz de apreciar. De modo que, um dia, poderá entrar no restaurante apinhado do pai e fazê-lo ciente de tudo que ela conseguiu realizar.
E lhe perguntaria novamente:
“Eu gostaria de falar com o senhor. Seria possível?”
 
http://www.unfpa.org.br/conquistandosonhos/urideia/fotosurideia.htm
10
Ago09

ODM 8 - Estabelecer uma Parceria Mundial para o Desenvolvimento - Uridéia, 19 anos

Mäyjo

 

Uridéia é uma brasileira de 19 anos em busca de um futuro melhor como chefe de cozinha. Como milhões de outros jovens, ela não conseguiu achar emprego depois de concluir seus estudos. O Instituto Lina Galvani (“Cozinheiro Cidadão”) está ajudando Uridéia e outros jovens desempregados propiciando-lhes aulas de culinária na favela Jaguaré, em São Paulo. Este Instituto procura integrar jovens no mercado de trabalho. A Congregação Católica de Santa Cruz, a Fundação Artemísia e os restaurantes da cidade de São Paulo também apóiam este projeto.

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