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Ele há dias...

... em que me apetece dizer disparates e escrever o que me vem à cabeça, sem me preocupar em ser politicamente correcta. Este espaço vai servir para isso (pelo menos não gasto papel!).

Ele há dias...

... em que me apetece dizer disparates e escrever o que me vem à cabeça, sem me preocupar em ser politicamente correcta. Este espaço vai servir para isso (pelo menos não gasto papel!).

03
Mai09

Dia da mãe

Mäyjo

Porque é uma das melhores coisas que a vida nos pode proporcionar: ser mãe.

Dedico este poema a todas a mulheres do mundo que são mães e que diariamente, com a sua coragem, se debatem por colocar os seus filhos no “caminho certo” e choram e sofrem põe eles e com eles, dando-lhes todo o seu apoio incondicionalmente.
Também a todas aquelas mulheres que não puderam ter a experiência da maternidade, este post lhes é dedicado. E deixo aqui uma palavra de conforto e apoio numa luta muitas vezes difícil de travar e de manter: a de tentar ser mãe! Mas digo-lhes também que se pode ser mãe sem nunca se ter parido. A maternidade é um laço de sangue, sim! mas é principalmente um laço de AMOR e esse pode ser criado muitas vezes em situações  imprevistas…
  
Um dia, o Amor estendeu as mãos para o nada e abriu o espaço...

Um dia, o Amor estendeu as mãos para o homem e abriu-se o encontro...

Um dia, o Amor se tornou vida de tua vida e eu existi...

Mãe, o céu sem confins revela-me teu amor...
A vastidão do mar fala-me da tua bondade...
As altas montanhas refletem teu heroísmo...
A profundeza dos vales espelha tua humildade...
A beleza das flores traduz teu caminho...

Tudo isso encerras dentro de teu grande coração...
E silenciosa, serena, sorrindo, continuas labutando no cotidiano da vida.
Um dia, o Amor se tornou vida de tua vida e eu existi.

Obrigado, Mãe!
 
 

 

02
Mai09

História do dia da mãe

Mäyjo

As mais antigas celebrações do Dia da Mãe remontam às comemorações primaveris da Grécia Antiga, em honra de Rhea, mulher de Cronos e Mãe dos Deuses. Em Roma, as festas comemorativas do Dia da Mãe eram dedicadas a Cybele, a Mãe dos Deuses romanos, e as cerimónias em sua homenagem começaram por volta de 250 anos antes do nascimento de Cristo.

Durante o século XVII, a Inglaterra celebrava no 4º Domingo de Quaresma (40 dias antes da Páscoa) um dia chamado “Domingo da Mãe”, que pretendia homenagear todas as mães inglesas. Neste período, a maior parte da classe baixa inglesa trabalhava longe de casa e vivia com os patrões. No Domingo da Mãe, os servos tinham um dia de folga e eram encorajados a regressar a casa e passar esse dia com a sua mãe.
À medida que o Cristianismo se espalhou pela Europa passou a homenagear-se a Igreja Mãe” – a força espiritual que lhes dava vida e os protegia do mal. Ao longo dos tempos a festa da Igreja foi-se confundindo com a celebração do Domingo da Mãe. As pessoas começaram a homenagear tanto as suas mães como a Igreja.
Nos Estados Unidos, a comemoração de um dia dedicado às mães foi sugerida pela primeira vez em 1872 por Julia Ward Howe e algumas apoiantes, que se uniram contra a crueldade da guerra e lutavam, principalmente, por um dia dedicado à paz.
A maioria das fontes é unânime acerca da ideia da criação de um Dia da Mãe. A ideia partiu de Anna Jarvis, que em 1904, quando a sua mãe morreu, chamou a atenção na igreja de Grafton para um dia especialmente dedicado a todas as mães. Três anos depois, a 10 de Maio de 1907, foi celebrado o primeiro Dia da Mãe, na igreja de Grafton, reunindo família e amigos. Nessa ocasião, a sra. Jarvis enviou para a igreja 500 cravos brancos, que deviam ser usados por todos, e que simbolizavam as virtudes da maternidade. Ao longo dos anos enviou mais de 10.000 cravos para a igreja de Grafton – encarnados para as mães ainda vivas e brancos para as já desaparecidas – e que são hoje considerados mundialmente com símbolos de pureza, força e resistência das mães.

 

Segundo Anna Jarvis seria objectivo deste dia tomarmos novas medidas para um pensamento mais activo sobre as nossas mães. Através de palavras, presentes, actos de afecto e de todas as maneiras possíveis deveríamos proporcionar-lhe prazer e trazer felicidade ao seu coração todos os dias, mantendo sempre na lembrança o Dia da Mãe.
Face à aceitação geral, a sra. Jarvis e os seus apoiantes começaram a escrever a pessoas influentes, como ministros, homens de negócios e políticos com o intuito de estabelecer um Dia da Mãe a nível nacional, o que daria às mães o justo estatuto de suporte da família e da nação.
A campanha foi de tal forma bem sucedida que em 1911 era celebrado em praticamente todos os estados. Em 1914, o Presidente Woodrow Wilson declarou oficialmente e a nível nacional o 2º Domingo de Maio como o Dia da Mãe.
Hoje em dia, muitos de nós celebram o Dia da Mãe com pouco conhecimento de como tudo começou. No entanto, podemos identificar-nos com o respeito, o amor e a honra demonstrados por Anna Jarvis há 96 anos atrás.
Apesar de ter passado um século, o amor que foi oficialmente reconhecido em 1907 é o mesmo amor que é celebrado hoje e, à nossa maneira, podemos fazer deste um dia muito especial.
E é o que fazem praticamente todos os países, apesar de cada um escolher diferentes datas ao longo do ano para homenagear aquela que nos põe no mundo.
Em Portugal, até há alguns anos atrás, o dia da mãe era comemorado a 8 de Dezembro, mas actualmente o Dia da Mãe é no 1º Domingo de Maio, em homenagem a Maria, Mãe de Cristo.
01
Mai09

1º de Maio - Dia do Trabalhador

Mäyjo

O 1º de Maio, como Dia Internacional do Trabalhador, foi declarado pela Internacional Socialista em 1891, tendo a data sido escolhida como homenagem às lutas sindicais de Chicago, pela redução da jornada de trabalho para oito horas diárias em 1886.

 

Desde então sempre foi visto como um dia de luta dos trabalhadores por melhores condições de trabalho. 
Hoje, infelizmente quase terá de ser visto como o dia do “obrigado por ainda ter um emprego” tal é a sofreguidão desta sociedade pela produtividade e pelo lucro.
Com a precariedade do emprego existente, cada vez mais, quem trabalha acaba por ter de colocar o sustento da sua família, a prestação da casa, o estudo dos filhos e os luxos supérfluos, que lhe são impingidos por um mundo mediático, num prato da balança, e a sua dignidade como pessoa e o respeito que merece, no outro.
O capitalismo sorri contente, mas com isso parece esquecer que cada vez mais se torna no monstro que forçou os trabalhadores no tempo da industrialização a revoltarem-se violentamente.
Infelizmente a história repete-se e parece que o homem nada aprende com ela. Depois não se queixem.
É que este ainda é o dia do trabalhador e não sei se aceitaremos que se transforme no dia do desempregado.

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